Quais são os medicamentos que estão em estudo para tratamento do Coronavírus?

Quais são os medicamentos que estão em estudo para tratamento do Coronavírus?

Quais são os medicamentos que estão em estudo para tratamento do Coronavírus?

Todos os cientistas do mundo estão em uma corrida para buscar um tratamento do Coronavírus que sejam tenham efeitos reais sobre o Coronavírus.

As vacinas têm como objetivo prevenir a população do vírus e os medicamentos tem como objetivo trazer tratamentos eficazes. Tudo ainda está em estudo, muitos apresentam resultados promissores e por isso, tem despertado o interesse da comunidade médica trazendo esperança.

Até o momento não há um tratamento ou medicamento com liberação e eficácia comprovada, apenas resultados animadores em tratamentos experimentais realizados.

Os medicamentos utilizados na maioria dos casos se tratam de antivirais utilizados para tratar outras doenças virais. Vamos conhecer cada medicamento e em que fase das pesquisas ele se encontra.

Dexametasona para o tratamento do Coronavírus

A Dexametasona é um medicamento que já é utilizado a cerca de 60 anos, para o tratamento de doenças com ações imunossupressoras como artrite reumatoide, asmas, alergias, entre outras.

Esse medicamento também é conhecido como esteroide ou corticoide, tem alto poder imunossupressor e inflamatório. Ele é uma versão sintética dos hormônios produzidos pelas glândulas adrenais, encontradas na parte superior dos rins.

A pesquisa desse medicamento vem sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, os resultados é que até o momento ela tem reduzido as mortes de pacientes contaminados pelo Covid-19. A pesquisa ainda precisa passar por mais um teste, o chamado teste de pares, para ter sua eficiência comprovada.

Lembrando que ela não previne o Covid-19, ela é utilizada para os tratamentos dos casos mais graves. Em hipótese alguma, qualquer tipo de medicamento, pode ser utilizado sem a indicação do médico!

Os Anticorpos Monoclonais

Um estudo mais recente com os anticorpos monoclonais, tem se mostrado uma terapia alternativa. Os anticorpos monoclonais são moléculas fabricadas em laboratórios, elas podem se tornar imitações das células encontradas naturalmente no nosso sistema imunológico. Podendo ser utilizadas para atingir possíveis células cancerígenas que tenham sido infectadas pelo vírus.

Essa técnica já foi utilizada com sucesso em tratamentos para outras doenças como a artrite reumatoide e até o câncer. As células podem ser direcionadas para combater um invasor específicos, combatendo regiões especificas em que encontram o Covid-19.

O primeiro grupo a ter a liberação para estudos em humanos é a empresa canadense de biotecnologia a AbCellera e companhia farmacêutica Eli Lilly. Outra que anuncio a mesma pesquisa é a farmacêutica americana Regeneron, os testes serão realizados com um coquetel com dois diferentes anticorpos monoclonais.

A Hidroxicloroquina ou Cloroquina

Essa é bem conhecida pelos brasileiros graças as várias discussões que o presidente Bolsonaro causou com a mídia nacional. Ambos têm como base de produção o químico Cloroquina, mas a hidroxicloroquina, tem menos efeitos colaterais e por isso os estudos estão focados nela no momento.

O medicamento também é direcionado para o sistema imune, ele tem efeito imunomodulador, aumentando a resposta imunológica do organismo a certas doenças imunes, entre elas a malária e o lúpus.

No combate ao Covid-19 ela age como um controlador da infecção, reduzindo a reprodução do vírus e também prejudica a produção de partículas virais impedindo a multiplicação.  Facilitando o controle da infecção, os efeitos ainda não estão comprovados, há pacientes com melhoras e outros que a medicação não faz efeito. Mas devido a corrida e a desinformação das pessoas, aqui no Brasil o medicamento agora só pode ser vendido mediante a apresentação e retenção da receita médica.

Azitromicina para o tratamento do Coronavírus

Um antibiótico bem conhecido e utilizado no Brasil, a azitromicina tem efeito antibacteriano e trata doenças como pneumonia, bronquite, faringite, sinusite, entre outras.

A azitromicina deve ser combinada com a cloroquina para ter efeitos mais potenciais contra o Covid-19. A ação dessa combinação é uma redução da carga viral do Covid-19, principalmente em paciente que já desenvolveram a pneumonia ou a Síndrome Respiratória Aguda.

Remdesivir

Esse é um dos medicamentos que já foram aprovados nos Estados Unidos, mesmo que ainda não tenha nenhum tipo de comprovação da sua eficácia. Lá esse medicamento tem sido utilizado para tratar casos graves da doença. A aprovação tem como base uma pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional Americano de Saúde ou NIH em inglês.

Nesse estudo 1.063 pacientes localizados na Ásia, Europa e EUA, foram divididos em dois grupos, um grupo recebeu o placebo e outro o medicamento. Em uma análise preliminar os pacientes que receberam o remdesivir obtiveram uma melhora após 4 dias do início do tratamento. A taxa de morte em pacientes que utilizaram o medicamento também foi menor.

Mas esse estudo não é tão animador. Já que outro estudo realizado por médicos chineses e publicado no periódico médico o The Lancet, não teve resultados tão promissores como a pesquisa americana.

Heparina

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo, comprou que a heparina pode ajudar a evitar quadros que coagulação. Alguns pacientes tiveram quadros de desenvolvimento de coágulos que acabaram se desprendendo e causando embolias. A doença afeta alguns vasos sanguíneos em várias partes do corpo e o medicamento ainda pode dificultar a entrada do vírus nas células.

Corticoides

Sem estudos maiores os corticoides podem aliviar a fibrose pulmonar e evitar a piora e progressão de pacientes que desenvolveram a Síndrome Respiratória Aguda Grave. Mas outros estudos afirmam que o tratamento é arriscado. Já que pode aumentar a carga viral, o tempo de internação do paciente, além do risco de uma possível infecção secundária.

Plasma

O tratamento com o plasma é realizado através do sangue de outros pacientes que já se recuperaram da doença. Essas pessoas possuem anticorpos considerados neutralizantes e eles podem ajudar o sistema imune do corpo a acelerar sua recuperação.

Para que o plasma seja utilizado, ele é coletado do paciente curado e testado para ter certeza que tem bons valores de anticorpos. Depois é injetado no paciente contaminado, após o paciente receber o plasma ele fornece uma imunidade passiva ao sistema imune, o ajudando na formação dos seus anticorpos.

Essa técnica já foi muito utilizada para o tratamento de outras doenças como o tétano, a coqueluche e nas epidemias do Sars e no Mers. Até agora os testes realizado aqui no Brasil tem surgido excelentes resultados.

Lopinavir + Ritonavir em combinação com o Interferon beta-1b + ribavirin

Essas medicações o lopinavir-ritonavir são bastante utilizados para o tratamento do vírus HIV. A função dos medicamentos é bloquear a ação da enzima protease, que é responsável pela criação dos conjuntos de aminoácidos que o vírus se utilizam para se multiplicar.

As pesquisas tentam entender como os medicamentos agem no combate ao vírus do Sars-CoV-2. Outros medicamentos de efeitos similares também estão sendo estudados, segundo outras pesquisas publicadas no The Lancet. As pesquisas demonstram que a combinação desses quatro antivirais tem resultados seguros e eficientes para o combate dos sintomas, da replicação do vírus e na redução do tempo de internação dos pacientes.

A pesquisa ainda precisa ser confirmada, por isso os estudos e as confirmações dos resultados ainda seguem.

Publicação dos estudos atuais no Brasil sobre o tratamento do Coronavírus

Atualmente existe uma publicação realizada em conjunto por diversas entidades que cuidam dessa pesquisa e liberação do tratamento do Coronavírus e medicamentos no Brasil, são elas:

Associação de Medicina Intensiva Brasileira ou AMIB;

Sociedade Brasileira de Imunologia ou SBI;

Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia ou SBPT.

Nessa publicação elas falam sobre cada tratamento medicamentos utilizado no tratamento do Coronavírus, os benefícios, custos, risco, acesso, eficiência e recomendação.

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